Como estruturar um demonstrativo de fluxo de caixa

Geralmente nos finais de períodos, seja eles meses ou anos, uma das principais atividades da administração da empresa é o fechamento de caixa, o que pode ser um verdadeiro terror para quem não sabe como estruturar o demonstrativo.

Se o caixa fechar positivo significa que a empresa teve uma lucratividade maior do que os custos e continua sólida, contudo, se fechar negativo, deve ser acionado um sinal de alerta para que algumas mudanças ocorram no próximo período.

Fazer o fechamento de caixa é algo relativamente simples, e todos os empreendedores fazem com certa frequência. E se você não faz, é hora de começar!

Porém, apesar da importância para a organização financeira da empresa, alguns empreendedores encontram dificuldades ao fazer o demonstrativo de fluxo de caixa.

Se você se encaixa neste grupo ou ainda não sabe exatamente como fazê-lo, este conteúdo vai ajudá-lo!

O que é demonstrativo de fluxo de caixa?

O demonstrativo de fluxo de caixa ou simplesmente DFC é uma ferramenta de organização financeira que está diretamente associada ao fechamento de caixa. Sua importância está principalmente na identificação de aspectos que precisam ser melhorados, como por exemplo, a redução de custos/despesas.

Em termos gerais, o fluxo de caixa pode ser definido como a contabilização do dinheiro que entra e do dinheiro que sai da empresa em determinado período de tempo (pode ser mês, bimestre, trimestre ou ano).

É justamente com essa ferramenta que o empreendedor sabe o quanto a empresa está próxima (ou até mesmo já conseguiu) atingir seus objetivos financeiros e, com essas informações, pode mudar a perspectiva atual e até rever o planejamento estratégico.

Dessa forma, o demonstrativo funciona como uma espécie de relatório completo do fluxo de caixa, o qual inclui as entradas e as saídas de forma detalhada.

As entradas abrangerão:

  • Lucro bruto: dinheiro obtido através da venda de produtos ou serviços oferecidos pela empresa;
  • Retorno de Investimentos: dinheiro obtido através de valores investidos ou aplicados.

Já as saídas incluem:

  • Gastos operacionais: tudo que fora gasto para manter a empresa em correto funcionamento, é o caso da folha de pagamento dos funcionários, compra de insumos, aluguel e outros insumos básicos e etc;
  • Insumos financeiros: gastos com pagamentos de juros e impostos da empresa e, quando houver, pagamento de empréstimos e financiamentos;
  • Investimentos operacionais: inclui gastos com compras de maquinários e qualquer outro ativo que possa ser considerado um investimento para o negócio.

Agora você já deve ter entendido exatamente o que é um demonstrativo de fluxo de caixa, então chegou ao momento de aprender como fazê-lo.

Veja como fazer um fluxo de caixa eficiente.

Como estruturar um demonstrativo de fluxo de caixa?

Antes de começar a estruturar um demonstrativo de fluxo de caixa procure ferramentas que possam te ajudar, uma boa dica é utilizar planilhas padronizadas ou softwares, para que sempre seja feito no mesmo modelo e as informações sejam facilmente encontradas quando necessário.

Há programas pagos para fazer o demonstrativo, mas também é possível utilizar planilhas no Excel, são altamente eficientes e costumam suprir muito bem a necessidade. Inclusive, desenvolvedores vendem por menos de R$ 100 reais.

Dito isso, escolha entre os dois modelos disponíveis de demonstrativos:

  • Método indireto: um pouco mais complicado, considera o lucro líquido e os fatores de depreciação;
  • Método direto: mais simplista, considera apenas as entradas e saídas das atividades operacionais (dinheiro que entra e dinheiro que sai).

Na maior parte dos casos o método direto é para quem deseja informações de curto prazo e o método indireto para quem deseja de longo prazo.

Seja qual for o método escolhido, o demonstrativo de fluxo de caixa ajudará você a entender a dinâmica que sua empresa funciona.

Algumas dicas que podem ajudar a melhorar o demonstrativo de fluxo de caixa para uma apresentação:

  • Insira gráficos, preferencialmente o que for positivo verde e negativo vermelho;
  • Crie uma aba de resumo das informações;
  • Evite apresentar informações como (lucro bruto – custos – outras informações), seja direto, por exemplo: lucro líquido (apenas a informação e não o processo para chegar nela);
  • Crie uma aba na planilha com as metas que se tinha e resuma se chegou ou não, o que faltou, bem como as novas metas.

Essas são dicas simples que é possível por em prática agora mesmo que farão toda a diferença. Também, os softwares ou planilhas profissionais são intuitivas e fáceis de usar, basta inserir as informações no campo e pronto, o processo será feito todo automaticamente.

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